Ponta Negra (Natal-RN)
* Fonte: http://vozesdavila.blogspot.com.br
"Bem antes de ser ponto turístico da Cidade do Sol, Ponta Negra era
um povoado de agricultores e pescadores, vivendo independente do centro da
cidade e cercado de dunas cobertas pela vegetação nativa de tabuleiro costeiro
e um extenso mar azul de águas mornas e calmas. Um verdadeiro paraíso!
A população era praticamente auto-suficiente no que diz respeito à alimentação, pois tudo era produzido dentro do território da comunidade. As tarefas diárias (o trabalho) eram assim divididas: os homens praticavam a pesca artesanal, a agricultura de subsistência plantando milho, feijão, mandioca entre outros e produziam carvão. As mulheres produziam renda de bilro e colhiam frutas da estação no Tabuleiro Costeiro para vender no centro da cidade e também cuidavam dos afazeres domésticos e dos filhos. Três casas de farinha concentravam a produção, reunindo famílias em cantigas, danças e cooperativismo.
A população era praticamente auto-suficiente no que diz respeito à alimentação, pois tudo era produzido dentro do território da comunidade. As tarefas diárias (o trabalho) eram assim divididas: os homens praticavam a pesca artesanal, a agricultura de subsistência plantando milho, feijão, mandioca entre outros e produziam carvão. As mulheres produziam renda de bilro e colhiam frutas da estação no Tabuleiro Costeiro para vender no centro da cidade e também cuidavam dos afazeres domésticos e dos filhos. Três casas de farinha concentravam a produção, reunindo famílias em cantigas, danças e cooperativismo.
O desenvolvimento urbano desse povoado teve início na década de 1940,
mas sua primeira grande transformação social e econômica aconteceu após quase
20 anos de disputa pelas terras agricultáveis entre os nativos e Fernando
Pedroza - corretor imobiliário com grande influência política no Estado e cuja
família já criava algumas cabeças de gado nas terras de Ponta Negra.” (...)
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| Ponta Negra (foto Jaeci Emereciano) |
“Com o advento da Segunda Guerra Mundial, em 1941, Natal passa a ser
base aliada estratégica por ser a cidade da América mais próxima da África e da
Europa. A cidade se transformou e a ocupação dos soldados norte-americanos
trouxe conseqüências sociais, econômicas e culturais. Só para se ter uma idéia
da situação, imagine Natal nos anos 1940, com cerca de 60 mil habitantes,
recebendo mais de 20 mil soldados norte-americanos durante a Segunda Guerra?” (...)
“O acesso a comunidade por estradas, que antes da Guerra não existiam,
também sofreu modificações. A estrada de Ponta Negra foi aberta, e como era de
se esperar, a área ganhou valor de mercadoria, e várias famílias de Natal se
apropriaram de grandes lotes de terra na beira da praia para construir suas
casas de veraneio.” (...)
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| Ponta Negra (foto Jaeci Emereciano) |
“Em 1957, Fernando Pedroza fez a medição das terras e deu ordem aos
capangas para expulsar qualquer pessoa que entrasse no mato de Ponta Negra.
Crianças, mulheres e os homens que trabalhavam na roça ou faziam carvão foram
agredidos. Foi nesse ano, também, que ele doou a área da Vila (cerca de 65 há)
à Arquidiocese de Natal. (...)
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| Ponta Negra (foto Jaeci Emereciano) |
Segundo Lois Garda*, Pedroza nunca conseguiu consolidar a posse dessas
terras, mas o fato é que, depois desse episódio, os moradores da Vila nunca
mais conseguiram restabelecer o equilíbrio econômico e social.”
* Lois Martin Garda, antropóloga que chegou para morar na Vila de Ponta
Negra em 1978 com sua família e foi uma das primeiras estrangeiras a fixar em
Ponta Negra.
Texto extraído do blog: http://vozesdavila.blogspot.com.br
organização/projeto:
Joanisa Prates, Ana Ferreira e Yuno Silva.
Ponta Negra (foto Alex Fernandes)
Praia de Ponta Negra (Natal-RN)
Origem: Wikipédia.
A Praia de Ponta Negra é uma
famosa praia localizada no bairro de mesmo nome em Natal, capital do estado
brasileiro do Rio Grande do Norte.
A praia de Ponta Negra tem cerca
de 4 km de extensão e pode ser considerada uma pequena baía. No extremo sul
fica o Morro do Careca, o ponto turístico mais famoso de Natal. Caminhando em
direção ao norte, percorrem-se primeiramente ao redor de 2 km da avenida Erivan
França, os quais são repletos de bares, restaurantes, hotéis, boates, pequenas
galerias de shopping, etc.





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